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Uma cidade deve ser 100% ocupada, o máximo de tempo possível.
Ideal é sair de casa e encontrar uma cidade efervescente, com pessoas andando para lá e para cá, lojas, cafés, restaurantes, mercadinhos… tudo cheio, sendo ocupado e tornando o espaço urbano mais agradável e a experiência de estar fora de casa animadora. Porque pasmeceira e espaços desertos só parecem ser bons para uma fazenda ou uma casa afastada, lá no fim do mundo.
Cidades precisam de pessoas nas ruas. Assim como as pessoas precisam de outras pessoas…
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Perfeição é um dia de inverno ensolarado, quando ao caminhar pelas ruas centrais, abertas e livres de altas edificações, sente-se o calor do sol queimar o rosto. E um arrepio de felicidade.
Eu tinha parado de postar porque tinha parado de andar. Estava trabalhando em casa. E saía pouco. Entristeci (e engordei).
Agora, voltei a dar expediente fora. Voltei a caminhar. Senti necessidade de voltar a escrever.
Meu humor já melhorou.
(e meu peso, diminuiu)
Caminhar à noite pelas ruas centrais de qualquer cidade brasileira é perigoso. Tem risco de assalto e coisa pior.
Agora, caminhar pela ruas só é perigoso porque elas são desertas.
Se mais gente saísse andando por aí, mais gente haveria nas ruas, mais lojas manteriam suas portas abertas por mais tempo, mais seguranças de lojas ficariam espiando o movimento. E sobraria menos espaço para bandidagem.
Porque ladrão e gente que faz coisas ruins não gosta de movimento, testemunhas e outras pessoas gritando. Preferem o anonimato das ruas escuras e desertas…
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Existem tantos grupos se formando em torno e em defesa do uso das bicicletas aqui no Brasil e pelo mundo afora. Eles é que motivaram a criação desse blog. Porque quem usa os pés como meio de transporte também pode (e deve) se unir em grupos pela defesa de seus direitos como pedestres.
Porque a união faz mesmo uma força política danada e é capaz, sim, de mudar o estado atual das coisas.
Unimo-nos, pois!
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Acabado o Carnaval, o Zé Simão deu o recado: finalmente, 2009 começou. E aí eu pensei: já que tem ano novo chinês, ano novo judaico, ano novo maia, porque não ainda não oficializaram o Ano Novo Brasileiro?
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Estive pensando sobre a felicidade e faceirice que transformam o brasileiro durante o feriado de carnaval. Porque eu nunca consegui entender esses rompantes de felicidade sem causas aparentes. Essa mágica que faz milhões de pessoas saírem risonhas atrás de um trio elétrico. Ou engraçadinhas em suas fantasiadas, brincando os carnavais de rua. Nunca consegui enxergar o que motiva uma pessoa sem comida, sem emprego, sem casa e sem merda coisa nenhuma sair dançando, feliz, como o mais abençoado dos foliões.
Não. Eu não entendo o que desperta tal felicidade. E acho ainda mais difícil entender como tantos alguéns sejam capazes de sustentar tal felicidade em níveis incontroláveis, como se pode perceber no descontrole dos foliões.
Pensando nas causas dessa felicidade gratuita cheguei a única conclusão de que apontar o feriado como a origem dela não chega sequer a ser um argumento superficialmente bom porque no 7 de Setembro ninguém sai dançando atrás da tropa de desfiles da parada militar.E olha que são três ou quatro dias de trabalho matado e zero responsabilidades.
Mas percebi que o povo anda, anda, anda e corre, corre, corre e pula, pula, pula e dança e samba e grita e beija… É tanto movimento físico, tanta atividade muscular que talvez a liberação de cargas enormes de adrenalina, serotonina e todas aquelas “…inas” que os nossos hormônios secretam e inundam o sistema nervoso central explique tamanha felicidade. Se não a origem dela, com certeza a sua manutenção.
Caminhar até o trabalho talvez desencadeie efeito semelhante a longo prazo.
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Sabe qual a melhor maneira de ir e voltar do cineminha de sexta à noite? Claro, claro… a pé. Dá tempo de digerir a história que se acabou de assistir e pensar um pouco na própria vida.
No meu caso, vi Foi Apenas um Sonho, do Sam Mendes. Bom filme. Rendeu uma boa caminhada.
Metrôs são caros pra dedéu. Consomem uma enorme quantia de dinheiro em projetos, construção e execução da obra, que leva um tempaço para ficar pronta. Cada obra de cada trecho de um alinha metrô emprega gente pra dedéu. São engenheiros, mestres de obra, pedreiros, ajudantes… As indústrias fabricantes de cimento triplicam a produção para atender esse cliente que tanto demanda. E por isso, contratam mais e mais funcionários.
Aí, a obra acaba. As linhas de metrô ficam prontas. E é necessário ajeitar cada uma das estações. E dale cobertura de metal+vidro, bancos, relógios, lixeiras, banners, mobiliário urbano. E os trens têm que rodar. E lá se vai mais um ciclo econômico que só traz prosperidade e geração de renda.
Ah, sim. E tem a manutenção das estações, das linhas, dos trilhos e dos trens…
Se toda grande cidade brasileira tivesse ao menos UMA linha de metrô, vocês já pensaram quão menor seria a pobreza e a desigualdade social? E quão mais confortável seria o transporte? E quanto ele seria mais igualitário?
E por fim (e para arrasar qualquer comentário maldoso), já pensaram quanto o Brasil se assemelharia a um país que realmente pretende se desenvolver?
Pensem nisso também.
É verdade que a fabricação de automóveis gera empregos. Isso não se discute.
Mas, alguém aí já pensou que motos e ônibus também são fabricados em linhas de montagem que empregam cidadãos e que mais ônibus e motos nas ruas, e menos carros, não significa necessariamente o fim dos empregos?
Ao contrário, quanto mais motos são compradas, mais cresce a demanda por produtos, mais as montadoras fabricam e maior se torna a necessidade de contratação de novos funcionários. O mesmo vale para os ônibus de transporte público.
Pensem nisso.

